E para quando a regulamentação da profissão de Podologista/Podiatra em Portugal???
No link abaixo fica a questão…
E para quando a regulamentação da profissão de Podologista/Podiatra em Portugal???
No link abaixo fica a questão…
Apercebo-me diariamente que os pacientes têm dúvidas sobre qual o termo correcto para designar o Profissional de Sáude responsável pelo Estudo, Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Pé.
Actualmente a designação correcta para os Profissionais de Saúde com Grau Académico de Licenciatura em Podologia é Podologistas e para os Profissionais de Saúde com Grau Académico de Mestrado em Podologia é Podiatras.
Em Espanha ainda se utiliza a designação Podólogo para o profissional de saúde com Grau Académico de Licenciatura em Podologia, mas é uma característica própria da língua espanhola. É como no caso da palavra Dermatologista que em espanhol sofre uma modificação para Dermatólogo. Podólogo é um termo espanhol, em portugal denomina-se podologista, mas é necessario que haja uma forma de identificar à população Portuguesa quem são os podologistas e ou podiatras, reconhecidos e atualmente existe uma associação portuguesa de podologia que indica quem são os profissionais creditados e recomendados para o exercicio da profissão de podologista e/ou podiatra.
Nos Estados Unidos e na generalidade dos países em que a língua mãe é o Inglês é correcto usar o termo Podiatrist ou DPM (Doctor of Podiatrist Medicine).
Em conclusão em Portugal podemos usar os termos Podologista ou Podiatra, pois são os mais correctos.
(Artigo publicado em Outubro 2011 no Jornal ‘Dica da Semana’)
Cuide da sua Saúde e Bem-Estar
O uso regular de calçado fechado, essencial nos meses mais frios, propicia o aparecimento de alguns fungos nos pés, que muitas vezes são desvalorizados pelas pessoas. De facto, de acordo com um estudo realizado em 2007 pela Associação Portuguesa de Podologia, 86 por cento dos portugueses sofria de doenças nos pés, embora apenas 12 por cento dos inquiridos já tivesse ido a uma consulta de podologia, a ciência na área da saúde que estuda o pé. Segundo a podologista Joana Azevedo (http://podologia.sapo.pt/) “antes do inverno e do verão, quando mudamos de calçado aberto para fechado e de fechado para aberto respetivamente é a altura indicada procurar um podologista e fazer em check up podológico”. Mas na verdade, quer seja durante o inverno, quer seja durante o verão, existe uma série de cuidados básicos a ter em conta, por forma a manter a saúde dos pés, ou não fossem eles a base de sustentação de todo o corpo. “Lavar diariamente os pés com água não muito quente e sabão de pH neutro; secá-los cuidadosamente com uma toalha macia, especialmente entre os dedos; aplicar um creme ou uma loção hidratante para manter a pele suave e hidratada; usar sempre meias limpas e de fibras naturais, tal como o algodão, ou evitar andar descalço particularmente em locais públicos”, são alguns dos conselhos básicos avançados pela podologista Joana Azevedo, que salienta ainda a importância de “efetuar um corte retilíneo das unhas não as deixando demasiado curtas; não tentar remover as calosidades com objetos cortantes, ou de fricção e não usar calicidas ou outros produtos suscetíveis de provocar lesões ou agressões na pele”. A escolha de calçado confortável e adequado ao pé é um dos aspetos mais importantes a ter em consideração para garantir a sua saúde e bem-estar, principalmente durante o inverno (ver caixa de texto), uma vez que muitas das patologias podológicas características desta época do ano surgem precisamente devido a uma má escolha do calçado. Entre as principais patologias que podem surgir nos pés durante o inverno, destaque para os “eritemas pérnios ou frieiras, as unhas encravadas, as micoses (onicomicoses e dermatomicoses, respectivamente) e os calos e calosidades (helomas ou hiperqueratoses) provocados pela pressão dos saltos altos e/ou fricção das frentes apertadas”, diz esta podologista. Importante será referir que “o hábito de pintar constantemente as unhas também pode levar ao aparecimento de patologias ungueais, tais como as onicomicoses, pois cria uma barreira que impede a oxigenação natural e própria das unhas”, refere Joana Azevedo. Além disso, também as peles ou cutículas em volta das unhas não devem ser totalmente removidas, uma vez que funcionam como uma barreira de proteção entre a unha e a pele para determinado tipo de micro-organismos, que só provocam danos no nosso corpo se tiverem acesso a uma espécie de porta de entrada. De salientar, que quer a pessoa faça a sua própria pedicure em casa, quer a faça em estabelecimentos próprios, sempre que detetar uma alteração da pele ou das unhas, bem como o aparecimento de calos e calosidades, deve consultar de imediato um especialista em patologias do pé, como é o caso dos podologistas, para tratar convenientemente a patologia de forma elimina-la, evitando assim que esta se torne crónica.
Calçado para o dia-a-dia
Principais características a ter em conta
De acordo com a podologista Joana Azevedo existem alguns critérios básicos a ter em consideração na hora de escolher o calçado ideal para o dia-a-dia. Devemos escolher sempre modelos:
De salientar, que segundo esta especialista “a altura ideal para comprar sapatos é ao final do dia, quando o pé está mais dilatado”.
A escolha do calçado adequado é muito importante para a saúde do pé e para o bem-estar físico e psíquico do ser Humano em geral.
O calçado inadequado é das principais causas de dor no pé, restante membro inferior e coluna. É também o principal responsável pela má postura, entorses e lesões que não se limitam apenas ao membro inferior.
‘Todos os anos a população feminina perde 44 milhões de dias de trabalho devido a dores, causadas pelos saltos altos e sapatos inadequados.’
‘As mulheres têm 4 vezes mais problemas nos pés do que os homens, devido ao calçado inadequado’ e principalmente, devido ao uso de saltos altos e frente apertadas.
A indústria do calçado é cada vez mais standardizada, o que inevitavelmente prejudica as capacidades funcionais do pé.
Na hora de escolher o ‘sapato ideal’ para o dia-a-dia e principalmente para quem passa muito tempo em pé ou tem problemas nos pés, deve perceber e respeitar a máxima:
‘O sapato adapta-se ao pé e não é o pé que se adapta ao sapato’
É errado pensar que podemos comprar um sapato que está justo ou um pouco apertado porque passado uns dias já alargou.
O facto de ter alargado com a ajuda do pé, significa que o pé esteve comprimido, apertado e em esforço dentro do sapato. O mais certo é ter provocado dor ou incómodo o que já não é bom, mas o pior é que certamente provocou alterações ou deformações osteo-articulares e/ou musculo-ligamentares que por vezes não são imediatamente visíveis, mas que no futuro podem ter consequências devastadoras para o pé, como os joanetes, os dedos em garra, e os calos ou calosidades, entre outras.
Se pensarmos na anatomia, fisiologia e função biomecânica do pé percebemos que o calçado imposto para a vida em sociedade e o caminhar sobre solos artificiais prejudicam as capacidades e propriedades biomecânicas naturais do pé.
Na realidade um objecto estático como é o sapato nunca pode adaptar-se na perfeição a um órgão dinâmico como é o pé. Isto resulta numa relação de compromisso com os inevitáveis conflitos que qualquer solução de compromisso acarreta.
O pé é um órgão ancestral que está preparado para caminhar descalço sobre terrenos irregulares e algo adaptáveis às suas curvaturas. Se pensarmos nisto percebemos que caminhar num solo liso e estático, como aquele que temos nas cidades e nas nossas casas, não é o mais adequado para grande maioria dos pés adultos.
É por isso que 2 a 3cm de salto é apropriado e até indicado para quase todos os adultos, uma vez que contribui para a adaptação do pé ao solo artificial e nada ergonómico dos nossos dias.
Sapatos, meias, ortóteses plantares (palmilhas) ortóteses digitais (elementos de silicone que protegem os dedos), devem respeitar a biomecânica do pé, favorecer e permitir o arejamento cutâneo, não impedir a liberdade dos dedos, evitar o deslizamento do pé para a frente e a estabilidade transversal do pé, evitando desequilíbrios e instabilidade do pé.
Características a ter em conta na escolha do calçado para o dia-a-dia:
Mas há que estabelecer um critério de selecção dos saltos que não é igual para todas as mulheres.
O salto máximo fisiológico depende do declive do pé (inclinação do pé).
Sabemos que o declive máximo fisiológico é 10º, de forma a não colocar o pé bem como o restante membro inferior e coluna numa posição capaz de possibilitar alterações nefastas.
O declive é a relação entre o comprimento do pé e a altura do tacão; deste modo, podemos dizer que:
Os critérios básicos de selecção de calçado ideal para o dia a dia, são os acima referidos. Contudo existem outros critérios igualmente importantes que se puderem ser atendidos só trarão benefícios:
Resposta a algumas das Perguntas mais frequentes:
P: Qual é o tamanho ideal de salto que não comprometa a coluna ou uma má postura?
RESPOSTA
O salto máximo fisiológico depende do declive do pé (inclinação do pé).
Sabemos que o declive máximo fisiológico é 10º (de forma a não colocar o pé, o restante membro inferior e coluna numa posição capaz de possibilitar alterações nefastas).
O declive é a relação entre o comprimento do pé e a altura do tacão; deste modo, podemos dizer que:
As medidas acima referidas são as alturas máximas, pelo que devemos usar um salto que não esteja no limite máximo do desconforto para o organismo. Assim sendo podemos afirmar que para a maioria da população Portuguesa o Salto ideal varia entre 2 e 3 cm.
P: O sapato dito raso, não deverá ter alguns centímetros de salto? Porquê?
RESPOSTA
Se pensarmos na anatomia, fisiologia e função biomecânica do pé percebemos que o calçado imposto para a vida em sociedade e o caminhar sobre solos artificiais prejudicam as capacidades e propriedades biomecânicas naturais do pé.
Na realidade, um objecto estático como é o sapato nunca pode adaptar-se na perfeição a um órgão dinâmico como é o pé, isto resulta numa relação de compromisso com os inevitáveis conflitos.
O pé é um órgão ancestral que está preparado para caminhar descalço sobre terrenos irregulares e algo adaptáveis às suas curvaturas. Se pensarmos nisto percebemos que caminhar num solo liso e estático, como aquele que temos nas cidades e nas nossas casas, não é o mais adequado para grande maioria dos pés adultos.
É por isso que 2 a 3cm de salto é apropriado e até indicado para quase todos os adultos, uma vez que contribui para a adaptação do pé ao solo artificial e nada ergonómico dos nossos dias.
P: Actualmente há uma avalanche de cuidados para o pé, bem como uma oferta enorme em calçado anatómico (com um bom design) e que deixa o pé respirar. Haverá uma maior consciência de quão importante é o conforto do pé?
RESPOSTA
Sim, mas de facto ainda há um longo caminho a percorrer entre a ergonomia e o design. Muitas vezes há produtos com design atractivo e com rótulo ‘ergonómico’ ou ‘ortopédico’ usados abusivamente.
Por um lado percebemos que nos dias de hoje existe uma maior consciência e procura da saúde e do bem-estar, pelo que as pessoas procuram aquilo que é mais saudável, cómodo e as faz sentir bem.
Por outro lado a indústria e o mercado vão inovando e tentam levar até ao consumidor produtos cada vez melhores e mais atractivos.
Mas é nesta relação que por vezes está escondida uma realidade oposta. É que nem sempre o que é mais saudável, ergonómico e confortável para o pé, é o mais atractivo ou bonito, mediante os padrões de moda estabelecidos hoje em dia.
Sabendo as características que o calçado ideal deve ter facilmente percebemos que não se enquadram nas características do calçado moderno e estilizado que vemos nas sapatarias comuns. Por outro lado quando recorremos a lojas especializadas em calçado ergonómico, apercebemo-nos que na maioria dos casos não são assim tão ergonómicos ou têm um design que apenas se adequa a algumas pessoas.
P: Que conselhos dá a quem abusa dos saltos altos e a quem não se aguenta em cima de um salto?
RESPOSTA
O uso diário de saltos altos (acima de 4,5cm, já é um salto demasiado alto para quase todas as mulheres), pode provocar alterações irreversíveis a nível do membro inferior e da coluna vertebral e quase sempre provoca uma má postura.
O salto demasiado alto limita a base de sustentação do pé, o que se traduz numa superfície de apoio muito reduzida e desequilibrada, uma vez que as cargas são transferidas para a zona anterior do pé.
A nível do pé e restante membro inferior as alterações podem ser tão graves que muitas vezes são irreversíveis (mesmo recorrendo a cirurgia), como algumas formas de joanete ou Hallux Abductus Valgus, dedos em garra ou em martelo, encurtamento da musculatura posterior da perna (por vezes o paciente já nem é capaz de apoiar o calcanhar no chão), instabilidade do tornozelo (favorecendo entorses), metatarsalgias e fasceítes plantares (dores na planta do pé), calos, calosidades e unhas encravadas, entre outras.
A nível da coluna vertebral uma das alterações mais comuns é a hiperlordose (excesso de curvatura a nível lombar), que prejudica a postura e favorece o aparecimento de lesões osteo-articulares e musculo-ligamentares.
É verdade que o salto alto proporciona elegância, na medida em que alonga as pernas e favorece o ‘rabinho empinado’, mas o preço a pagar no futuro pode ser demasiado alto para alguns anos de elegância forçada.
O conselho que deixo a todas as mulheres é o que pratico; usem calçado confortável para o dia-a-dia e recorram aos saltos altos apenas em ocasiões especiais ou mais formais.
Desta forma prolongam a saúde e o bem-estar e evitam anos de sofrimento físico e psíquico.
Até aos 4 anos é normal que exista um aplanamento do pé.
Quanto ao calçado, não é necessário calçar a criança com um sapato específico, até aos 2-3 meses de idade.
A partir daqui podem-se começar a calçar uma meia ou sapatinho de “tecido” conforme a estação do ano.
Há crianças de muito tenra idade que já usam sapato com sola dura e determinados contrafortes e cunhas que podem prejudicar o desenvolvimento musculo-esquelético normal da criança no momento em que começam a caminhar.
Assim sendo, só devemos calçar a criança quando esta começa a caminhar e devemos escolher calçado que respeite o pé da criança dando-lhe mobilidade suficiente.
As características essenciais para o primeiro calçado da criança são:
Na parte superior não deverá ter ponta dura, contraforte ou qualquer tipo de reforço.
Deverá ser feito de materiais moles e suaves (como peles e tecidos).
A sola não deve ser dura, permitindo a mobilidade do pé. De preferência, tecido na fase inicial e elastómero (borracha) numa segunda fase.
Na fase de início do caminhar, o contraforte do calcanhar não deve ser demasiado rígido. A partir dos 2/3 anos de idade, quando a criança adquire uma marcha mais estável, o contraforte do calcanhar deve ser um pouco mais rígido para que não haja instabilidade no pé.
Cunhas e contrafortes adicionais estão contra-indicados salvo se por indicação médica ou do seu podologista.
Cuidados a ter em conta na hora de comprar o calçado infantil:
Compre o tamanho adequado ao pé e comprove experimentando os dois sapatos.
Não deixe de comprar o tamanho correcto por parecer maior do que esperava, pois o comprimento é uma das exigências mais importantes para o conforto e para dar estabilidade e segurança ao pé.
O comprimento ideal prevê o espaço para o crescimento e o movimento dos dedos. Evite meias justas, pois estas não ajudam a circulação que os pés precisam.
Alterne o calçado diariamente, para que este seque e areje, eliminando a humidade e o suor.
Tenha também o cuidado de secar bem os pés do seu filho e os espaços entre os dedos para que não haja excesso de humidade no calçado.
Tenho verificado que há muitos pais preocupados com os seus bebés que nascem com o pé boto ou pé equino varo congénito.
Por esse motivo gostaria de deixar aos leitores o que me parece ser a informação mais actualizada e correcta do que se pratica actualmente em Portugal.
Existem algumas pessoas especializadas no tratamento do pé boto infantil. E inclusivamente algumas trabalharam directamente com o Dr. Ponseti, que já faleceu, mas introduziu o chamado Método Ponseti, que actualmente é o método mais usado no tratamento do pé boto infantil.
Uma dessas pessoas é o Dr. Nuno Alegrete, Médico Especialista em Ortopedia Infantil e Assistente Hospitalar do Hospital de S. João no Porto.
Deixo o seu blog para que todos possam ter acesso a tão preciosa informação http://peboto.blogspot.com/
Através deste blog podem obter informação e contactos de outros especialistas na área em outros pontos do país.
Unha Encravada – Onicocriptose
O que é?
Quando a unha penetra na carne junto ao dedo estamos perante uma unha encravada.
A pele forma uma barreira, mas como a unha não pára de crescer e é mais dura, penetra na pele causando dor e inflamação. Nos casos mais severos pode originar infecção com pus e sangramento.
De uma forma geral é mais frequente afectarem o primeiro dedo, mas podem afectar os outros dedos também.
Qual é a causa?
O mau corte: corte excessivamente curto das unhas ou cortar os cantos é a principal causa de unha encravada.
Pessoas activas e desportistas são particularmente atreitas a sofrerem de unha encravada, porque transpiram mais (o que facilita o amolecimento e a quebra das unhas), também estão mais sujeitas a traumatismos e micro traumatismos capazes de lesarem as unhas.
Os jovens que mexem mais nas suas unhas têm mais probabilidade de adquirirem unha encravada, do que as pessoas mais velhas, que não conseguem alcançar os seus pés facilmente.
As pessoas mais velhas que têm unhas muito grossas ou afectadas por fungos, são mais sujeitas a terem unha encravada.
Sapatos e meias apertados podem também empurrar a carne dos dedos junto das unhas, levando a que encravem na pele.
Excesso de transpiração e não mudar o tipo de calçado, concentra mais humidade, o que torna as unhas mais moles e por isso partem mais ficando mais sujeitas a encravar.
Existem outros factores tais como a postura, a forma como anda, deformações do pé como o joanete, dedos em garra ou em martelo, pronação excessiva do pé (queda do pé para dentro), entre outros.
Pode ser grave!
Se deixarmos a unha encravada sem tratamento, a infecção pode alastrar a outras zonas do pé. Quanto mais rapidamente tratar a unha encravada menos a infecção se instala e menos dor tem com o tratamento.
O que posso fazer?
Em primeiro lugar deve aprender a cortar as unhas de forma correcta. Não deve usar corta unhas, nem tesouras, pois não têm formatos de corte apropriados para os dedos e podem cortar excessivamente a unha ou até cortar a carne.
O melhor é usar um alicate de pontas rectas.
Devemos cortar as unhas de forma recta sem cortar ou arredondar os cantos. Os cantos das unhas devem permanecer visíveis e passar por cima da carne.
As unhas devem ser cortadas depois do banho quando estão mais finas e suaves.
Uma boa higiene, como trocar de meias todos os dias, optar por meias de fibras naturais como o algodão, ajudam a manter a integridade das unhas.
No verão use o mais possível sapatos abertos e arejados ou sandálias.
Se é diabético não faça auto tratamentos, como desencravar as unhas a si próprio.
O que o podologista pode fazer por si?
Se a unha encravada não for grave o tratamento passa pela simples remoção da espícula, desinfecção e assepsia do local.
Se houver infecção (granuloma) poderá ser necessário a aplicação ou toma de um antibiótico e ou antininflamatório.
Pode não se tratar de uma verdadeira unha encravada, mas sim de helomas periungueais (calos que crescem junto da unha), se assim for o podologista procede à remoção dos calos e se a unha estiver grossa ou encurvada, poderá rebaixá-la e direccioná-la.
Quando a unha encravada se torna crónica e de difícil resolução com os tratamentos mencionados, o seu Podologista/Podiatra poderá recomendar que faça uma correcção cirúrgica da unha. Trata-se de um processo de reeducação ungueal definitivo que remove entre 8 a 10% da unha. Deixando-a normalizada, sem possibilidade de encravar.
O arrancamento total da unha pode provocar alterações na matriz ungueal que frequentemente provocam deformações ou ausência definitivas da lâmina ungueal.
Após o arrancamento de uma unha os tecidos dos bordos periungueais podem ‘invadir’ o espaço da lâmina ungueal, que quando nasce novamente encrava ainda mais facilmente.
O arrancamento ou ablação total da unha são totalmente desaconselhados, excepto em situações especiais como em casos de neoplasias, infecções fúngicas com descolamento da lâmina ungueal entre outras.
Nos links abaixo, pode saber mais sobre as características que o calçado para o dia a dia deve ter e que cuidados deve ter na hora de escolher o calçado.
Espero que os videos lhe sejam úteis!!!
O pé plano conhecido vulgarmente por pé chato é uma alteração da estrutura do pé que leva à diminuição ou ausência da curvatura ou arco longitudinal interno do pé (“barriguinha”).
É uma das patologias que provocam mais alterações no pé devido ao exagerado movimento de queda do pé “para dentro” – pronação excessiva.
Clinicamente a sintomatologia do pé plano pode manifestar-se por: quedas frequentes; deformações ósseas (hallux valgus e joante, entre outras); claudicação (mancar/cochear); cansaço físico; dores lombares; dores na planta do pé, nomeadamente a nível do arco interno (a “Barriguinha”); etc. Contudo exitem várias formas clínicas de pé plano, o que significa que podem originar sinais e sintomas diferentes.
O uso de suportes plantares personalizados (palmilhas) é uma das formas de tratamento corrigindo ou compensando do pé plano.
Os suportes plantares devem ser realizados por um podologista, mediante a prévia realização de um estudo biomecânico estático e dinâmico (avaliação clínica específica para este tipo de alterações) e um molde plantar de cada pé, através do qual se confecciona o suporte plantar personalizado.


Entre os 20 e os 79 anos anos existem cerca de um milhão de diabéticos em Portugal. Equivale a 10% da população portuguesa.
15% dos diabéticos desenvolvem o chamado Pé de Risco (o equivalente a 150.000 portugueses), significa que podem ter alterações graves ao nível dos pés.
Por causa da Diabetes, a cada 30segundos perde-se um membro inferior ou parte dele, em todo o mundo.
2 a 5% dos diabéticos desenvolvem úlcera do pé e só dois terços cicatrizam.
Cerca de 28% dos diabéticos que desenvolvem úlcera crónica sofrem amputação do membros inferior ou parte dele.
A Pressão Transcutâneo de Oxigénio (PTO2) é um método complementar de avaliação do Pé Diabético com lesão crónica. Sendo que uma PTO2 superior a 30mmHg, representa 75% de hipótese de cura da lesão com tratamento conservador. Não necessitando de revascularização.
80% das úlceras neuropáticas localizam-se no antepé a nível plantar. Sendo a hiperpressão, causada por alterações biomecânicas, uma das suas principais causas.
A Diabetes Mellitus é responsável por 40 a 60% de todas as amputações não traumáticas.
Em Portugal existem cerca de 70.000 amputados. 85% das amputações resultam da Diabetes Mellitus e/ou de doenças vasculares.
Fonte: Serra, Luis Alvim, em: ‘Pé Diabético Manual para a Prevenção da Catástrofe’, LIDEL 2ª edição